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FIMFA Lx26 - Destaques

O FIMFA Lx26 abre no Teatro São Luiz com Dead as a Dodo, um espetáculo mágico e fascinante, que mistura marionetas fantásticas, de tamanho humano e gigantes, humor negro e efeitos visuais surpreendentemente inovadores. Uma odisseia musical hipnotizante sobre a sobrevivência, a transformação e o poder da amizade. A companhia norueguesa e nova-iorquina Wakka Wakka, multipremiada pelo seu teatro visual singular, mergulha o público num universo assombroso e cheio de humor. Com momentos que evocam O Estranho Mundo de Jack de Tim Burton ou a curta-metragem The Skeleton DanceDead as a Dodo tece a sua magia para nos levar para o imaginário de projeções cintilantes e marionetas únicas dos Wakka Wakka, uma das mais reputadas companhias internacionais de marionetas, que se apresenta pela primeira vez em Portugal. Considerados como génios pelo The New York Times e uma das melhores produções de 2025. Absolutamente único e imperdível! Para ver dos 8 aos 108 anos!

 

No São Luiz Teatro Municipal os primeiros dias de abertura vão ser absolutamente cintilantes.

O francês Johanny Bert junta-se à grande festa com Cabaret Love e uma nova versão de HEN! O cabaré de uma marioneta queer e punk, que ultrapassa as fronteiras de género e faz voar todas as algemas! HEN regressa mais intimista, com novas canções escritas para esta marioneta que falam de amor. Mas poderá confiar-se numa marioneta de espuma e madeira que canta sobre o amor? Uma experiência imperdível, fora da caixa, com lantejoulas, muito glitter e balões em forma de coração. Vamos transbordar de "Love”! O FIMFA tem acompanhado o percurso de Johanny Bert. Depois do sucesso de HEN e de La (Nouvelle) Ronde apresentado no Teatro São Luiz em 2024, com as suas marionetas hiper-realistas, é um enorme prazer receber esta nova e magnética versão de HEN.

companhia espanhola La Mula apresenta Thauma, espetáculo premiado, que tem sido considerado a grande revelação no teatro visual. Uma caixa de maravilhas, viagem cénica em direção ao espanto, que nos convida a olhar para o mundo como se fosse a primeira vez e de uma forma diferente. Uma experiência visual e sensitiva singular, que apela ao humor, à beleza, ao mistério e ao inesperado. Uma criação que vai surpreender e maravilhar. Um dos grandes destaques do FIMFA Lx26!

O grupo francês Stereoptik regressa com Dark Circus, uma criação de antologia desta companhia que se apresentou com grande êxito na edição anterior. Um circo insólito e sombrio, onde tudo corre ao contrário, mas não se assustem, tudo vai mudar de repente... Na origem desta evocação ao circo está Pef, conhecido autor de banda desenhada e criador do Prince de Motordu. O seu encontro com os Stereoptik originou um filme de animação em direto, onde o cenário ganha vida, com música ao vivo, marionetas, objetos animados, desenhos a tinta ou a areia. Um espetáculo desconcertante, na fronteira entre as artes visuais, marionetas e vídeo, para ver em família. Uma história magistralmente encenada por dois verdadeiros "alquimistas" que conseguem criar um universo visual e sonoro especial, mas especialmente propício a nos deslumbrar.

Mais de 500 ratoeiras moldam uma cidade repleta de torres, ruas e edifícios. Isto é A Sensitive Case do belga Bert Berg, num espetáculo de manipulação e de novo circo que mistura frágeis arquiteturas feitas com ratoeiras, um preciso trabalho de quebra-cabeças acrobático e... catapultagem selvagem de 100 rabanetes! Uma viagem acrobática íntima e precisa, onde o equilíbrio encontra o risco ou um recreio de mil armadilhas com muito suspense!

Teatro de objetos documental e marionetas hiper-realistas em miniatura chegam pela mão do projeto europeu Transport, do qual A Tarumba é parceira, em que cada espetáculo aborda uma questão específica ligada às consequências do tráfego mundial e da globalização. No São Luiz vão poder ver Tipping Point da companhia checa Alfa Theatre. Uma criação que coloca o público no centro de um drama judicial. No banco dos réus senta-se o representante de uma das maiores multinacionais de energia do mundo, acusado de cumplicidade num dos desastres ambientais mais devastadores do nosso tempo: a explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon. É mais do que o relato da maior catástrofe ambiental nos Estados Unidos - é uma reflexão sobre um mundo onde a natureza luta para sobreviver sob a lógica implacável do capital. A companhia eslovena Ljubljana Puppet Theatre apresenta Departure que cruza a experiência real da família Fužir, de Prevalje, que perdeu a sua casa nas cheias de 2023 na Eslovénia, com uma dimensão ficcional. Uma gravação áudio realista do testemunho da família confronta o público com a experiência direta da perda e a fragilidade da existência humana.

No contexto dos 30 anos da morte de Heiner Müller as companhias portuguesas Teatro de Ferro e Alma d’Arame resolveram criar Vidro Pantera, um espetáculo-visita-guerra-relâmpago ao universo do dramaturgo alemão. Uma criação feita de estilhaços, pedaços de textos, onde conhecemos de outra forma as suas obras.

 

No Centro Cultural de Belém apresentaremos dois pontos altos do FIMFATempo é a primeira colaboração entre o finlandês Kalle Nio e Fernando Melo, nascido no Brasil e radicado na Suécia. Um espetáculo impressionante que acaba de ser selecionado para a Bienal de Veneza de 2026. Uma exploração fascinante do tempo, da sua perceção, aceleração, desaceleração e dos momentos em que parece parar. A gravidade desaparece e as leis da natureza dissolvem-se. Dança, teatro, objetos, magia e circo fundem-se numa viagem vertiginosa de cortar a respiração. Tanto os movimentos dos intérpretes como a cenografia levam os limites do impossível até ao extremo… e vão ainda mais além. Absolutamente magnético e incrível!

Kalle Nio pertence ao grupo de artistas que o FIMFA tem apresentado. O seu trabalho já surpreendeu o público em edições anteriores do FIMFA, pela qualidade na correlação entre imagens reais e virtuais, como em Lähtö - Départ, espetáculo de abertura do FIMFA Lx14.

O francês Léo Rousselet apresenta Éclipse, um circo de objetos singular, com humor e um toque de magia, pontuado pela luz e escuridão. Éclipse explora as relações entre a manipulação de objetos, o malabarismo, a nova magia e... a água! Léo Rousseletleva-nos para um universo poético e cheio de humor, com laivos de Charlie Chaplin. O olhar exterior foi feito por Étienne Manceau, bem conhecido dos espetadores do FIMFA pelo seu espetáculo hilariante Vu e a versão feminina Vue, que tiveram grande sucesso. Absolutamente hipnótico!

 

No Teatro Variedades - um dos grandes momentos a não perder - Loco da Compagnie Tchaïka, inspirado em “O Diário de um Louco” de Nikolai Gogol, um conto absurdo e surrealista sobre a fronteira incerta entre a loucura e a razão. Para dar vida a este universo, duas marionetistas interpretam e manipulam magistralmente Popríchin, num bailado surrealista que deixa o público sem palavras. Uma jóia de precisão e poesia.

 

No Teatro do Bairro dois espetáculos de teatro de objetos que é pecado não assistir! Em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II e após Frankenstein e Os Miseráveis, a companhia belga Karyatides traz a Lisboa mais um clássico da literatura com uma adaptação impressionante e aclamada pela crítica: o imortal Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski. No palco, dois intérpretes dão vida aos diferentes protagonistas, manipulando figuras de madeira, gesso, resina, bonecos de tecido e objetos variados. Os papéis e géneros invertem-se e misturam-se sem cessar, num cenário sóbrio, que é simultaneamente um tribunal e um confessionário. O texto do autor russo, que desvenda a anatomia de um crime, é aqui apresentado num ritmo intenso, entre ação e reflexão, pontuado por humor e canções, sem nunca perder a sua reconhecida profundidade. Uma pérola.

A companhia La Loquace vem de França e Espanha. Apresenta Viva! um teatro de objetos que transborda de invenção cénica e de precisão inspirada na história verdadeira de um dos intérpretes. Há 50 anos, numa pequena aldeia de Castela, Pepe, o avô de Daniel Olmos, matou María, a sua avó. Embora conheça a história da Guerra Civil Espanhola, e saiba mil anedotas sobre Pepe, Daniel ignorou durante muito tempo a história deste feminicídio cometido em plena ditadura franquista. Em palco, apenas uma secretária, papel, um agrafador, um rolo de fita-cola, lápis (muitos!) e um afia... A companhia explora a força simbólica e metafórica que se esconde nos objetos mais quotidianos: um lápis vermelho transforma-se num preso político, um post-it num sonho dilacerado. Sem nunca esquecer o poder salvador do humor, Viva! questiona a responsabilidade coletiva implícita nos atos individuais, e explora com inteligência a capacidade de uma sociedade se reparar e transformar.

 

No LU.CA - Teatro Luís de Camões uma programação especial para os mais novos e família, com espetáculos sem palavras que cruzam a marioneta, a magia, os objetos, a dança e o novo circo!

Milo, o Magnífico vem dos Estados Unidos com Alex & Olmsted. Um aprendiz de mágico que apresenta uma série de truques de magia com origem nas suas experiências científicas. Mas nem mesmo os números mais bem preparados correm como planeado... Um espetáculo cheio de humor, inspirado nos artistas de vaudeville de inícios do século XX, com técnicas impressionantes de manipulação. Recebeu inúmeros prémios internacionais e contou com o apoio da Fundação Jim Henson. Do Reino Unido chega o grupo Hopeful Monster e Monstros Esperançosos ou a história da evolução contada através das mãos! De organismos simples a monstros gigantes, as mãos humanas transformam-se e movem-se de forma invulgar, criando criaturas surpreendentes, enquanto viajamos entre a água, a terra e o ar. Um espetáculo visual com imagens impressionantes criadas apenas com as mãos! Os franceses da Compagnie Lamento apresentam Imóvel & Saltitante #2, uma criação singular, visualmente muito forte, que leva o público de todas as idades numa viagem maravilhosa e muito criativa pelos altos e baixos da imaginação, ao combinar desenho, novo circo, dança e formas animadas.

 

No Teatro Taborda o Teatro Praga apresenta Hamlet Sou Eu, um espetáculo-jogo cuja regra é simples: agora resumo eu, agora resumes tu, agora contam vocês. Dois atores contam de formas diferentes a história do príncipe da Dinamarca. Há até uma carteira de onde saltam objetos que se transformam nas personagens: Hamlet é uma maça, Gertrudes um fio dental, Cláudio um creme hidratante e Ofélia um comprimido efervescente. Com a trama interiorizada, as crianças são convidadas a pisar o palco e a recriar a sua versão. Numa improvisação coletiva, com direito a castelos insufláveis, balões, serpentinas, adereços, confetti, perucas e espadas de brincar!

 

No Museu de Lisboa - Palácio Pimenta dois dias a FIMFAr com o Minigolfe mais original do mundo para jogar em família! El Minigolf dos espanhois Mumusic Circus é uma instalação de engenharia artesanal, construída em madeira, com muita mestria, cheia de mecanismos, surpresas para partilhar e curiosidades que não vos deixarão indiferentes! Uma experiência a não perder, tanto para os mais pequenos como para os adultos, feita com as mãos, o coração e a cabeça também...

O Orguishibai é um órgão de barbárie ou realejo, diferente de todos os outros e único! Toca música e conta histórias visuais e musicais, sempre com um humor peculiar, absurdo e alegremente belga. Em cartaz: Ceci n’est pas une mouche, sobre uma mosca que não o é. Uma experiência singular da companhia belga Clair de Lune Théâtre, liderada pelo Português Paulo Ferreira.

 

No Teatro Romano a companhia portuguesa Radar 360o apresenta Uma Pequena CircOOnferência. Dedicada ao pequeno público, esta performance flutua entre o rigor histórico da História do Circo Europeu e a dimensão onírica de um historiador que aspira ser um artista de Circo... Um ato de liberdade na reconstrução da História do Circo, escrito e interpretado com elementos de humor, risco e poesia, transversal a todas as gerações.

 

Na Sala Estúdio Valentim de Barros - Jardins do BombardaFernando Mota, que tem desenvolvido um trabalho de investigação em torno de objetos sonoros, apresenta em antestreia Até ao Fim do Mundo, um projeto colaborativo de pesquisa e criação multidisciplinar que cruza a geologia com a exploração musical e sonora dos elementos naturais, a literatura e o vídeo.

 

Na Biblioteca de Marvila a companhia partículas Elementares apresenta Ninho para o público escolar. Um espetáculo que tem como inspiração um dos poemas do escritor português Miguel Torga, “Sei de um ninho”, que em poucas linhas revela que um segredo bem guardado pode fortalecer uma amizade verdadeira.

 

A Tarumba estreia em Lisboa Crankies de Fazer Chorar as Pedras da CalçadaMusiscópios com histórias-canções de fazer chorar baba e ranho, de chorar que nem uma madalena, de ver e chorar por mais, com lágrimas de crocodilo e a chorar com um olho e a rir com o outro! Que vão surpreender o público entre os vários espaços do Festival...

 

O Festival é também o momento para a troca de experiências entre artistas e entre estes e o público, para além de um conjunto de atividades complementares, como a exibição de filmes, formação e encontros com os criadores.

 

Venham FIMFAr connosco!